Dossiês

Indignados juntam-se à greve

Catarina Gonçalves | Diogo Marques | Eduarda Fernandes | Gonçalo Cunha | Teresa Peixe
17/10/2011
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 A marcha dos indignados saiu à rua no dia 15 de outubro  e já se fazem sentir alguns efeitos. Depois dos protestos do fim de semana, novas manifestações já estão em preparação.



No passado sábado dia 15 de outubro saiu à rua mais uma manifestação. O movimento intitulado 15.O deu a voz aos indignados de todo o país, que têm como principal objetivo, uma grande mudança no panorama político e económico da nação.

Depois dos protestos do fim de semana, é possível ver que a luta vai continuar noutras trincheiras. As principais forças sindicais, CGTP e UGT, estão a preparar uma greve geral para o dia 8 de novembro. As forças militares também já afirmaram que estão com a população contra as medidas de austeridade. Ficaram, também, agendados os preparativos para um protesto para o dia 8 de novembro, dia em que vai realizar uma greve geral nacional.


A manifestação estava marcada para as 15 horas no Marquês de Pombal e quem lá chegou cedo pode dizer que, à primeira vista, estávamos perante um protesto que iria ter pouca adesão, tendo em conta a pouca \'\'publicidade\'\' dos principais meios de comunicação social. Tal coisa não aconteceu, a pouco e pouco foram aparecendo mais indignados e o Marquês de Pombal foi ganhando mais vida e cor com os cartazes com palavras de ordem e protesto.

Os protestos seguiram a sua marcha tendo sempre como fundo a não violência e uma voz plural pacífica. A pouco e pouco foi chegando cada vez mais gente até que num ápice estávamos perante milhares de pessoas prontas a seguir com o obetivo da tarde, indo em direção à Assembleia da República.

Gritava-se em uni-sono palavras como: \'\'Espanha, Grécia, Irlanda, Portugal, a nossa luta é internacional\'\', ou \'\'fora, fora, fora daqui a fome, a miséria e o FMI\'\'. Ao longo da marcha dos protestantes não houve qualquer sobressalto, tudo correu dentro da normalidade. O aparato dos jornalistas que procuravam a melhor perspectiva para obterem as suas histórias e também não faltaram os mais curiosos que se debruçavam nas suas varandas de casa para puderem espreitar o que se passava. As forças policiais estiveram sempre presentes para garantirem que tudo corria dentro dos trâmites legais.

A \'\'cabeça\'\' da manifestação depois de ter chegado ao Parlamento pôde, então, continuar com os protestos e  dizer de sua justiça o que lhe ia no espírito. Arrumaram-se todos no espaço existente na Rua de S. Bento para assim conseguirem garantir que o máximo de pessoas pudesse participar nos protestos da indignação, tal não foi possível, porque o número de protestantes era tal, que o corpo da manifestação chegava até ao Largo do Rato.

Até às 19 horas tudo correu dentro da normalidade, até que, devido ao excesso de pessoas e empurrões(ligeiros) os ânimos exaltaram-se e surgiram alguns percalços, resolvidos rapidamente, com a abertura das baias de segurança e assim boa parte dos manifestantes pôde ir até à escadaria da Assembleia da República.

Os indignados, também, pretendiam criar um espaço de debate público, em que todos podiam dar voz aos seus pensamentos. Assim, iniciaram uma assembleia popular que espelha os princípios de uma manifestação não violenta de maneira a expressar a indignação, contra o modelo financeiro contrário à ideia de democracia. Pretendem uma democracia participativa, um sistema em as pessoas sejam justas. Com a assembleia popular foi possível o agendamento de um novo protesto para o dia 29 de outubro, data em vai ser votado o Orçamento de Estado 2012.


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