Dossiês

Fotografia tirada e cedida por Maria Marques

Tudo à rasca, sem exceção

Francisco M. Pereira
12/03/2011
0

Na Avenida da Liberdade viram-se pais a empurrar carrinhos de bebés. Crianças, grupos de jovens, adultos e alguns mais velhos repetiram o que era cantado aos megafones.


Mais do que gente enrascada, foi este um protesto multi-geracional de 200 mil pessoas que se juntaram em Lisboa para descer a Avenida da Liberdade até ao Rossio.

No caso da Função Pública, em 2010, foram anunciados cortes salariais para além da progressão nas carreiras estar dificultada.

Maria Marques, funcionária pública, diz que não são só os jovens "à rasca". "Está tudo à rasca. Estamos aqui por um futuro melhor. É esta uma manifestação de sonho e esperança. Maria é da opinião que os Homens da Luta, assim como as redes sociais foram importantes para mobilizar a juventude e não só. "Estão aqui pessoas de todas as idades, até crianças, bebés, idosos.”

José Fernandes, também a trabalhar para o Estado, foi só assistir e não prevê um futuro risonho: "A participação política tem de ser maior! Vai tudo para a praia; ninguém vota; estão lá sempre os mesmos. Isto não vai alterar nada. Logo à noite vai tudo para as docas.

José Teixeira, por sua vez, já na casa dos 50, concorda com os princípios do protesto, “mas o problema está também na forma como nos abstemos da vida democrática”.

TAGS: geração à rasca, gente enrascada, protesto, 200 mil pessoas, em Lisboa, Avenida da Liberdade, Rossio, Função Pública, cortes salariais, progressão nas carreiras dificultada, funcionária pública, jovens "à rasca", tudo à rasca, futuro melhor, sonho e esperança, Homens da Luta, redes sociais, futuro, participação política tem de ser maior, praia, ninguém vota, docas, protesto, abstenção, vida democrática

 

Últimos comentários

Comentários