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Orçamento da Câmara do Porto aprovado pela Assembleia Municipal

08/11/2016
Ana Medina Cabeças
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A Assembleia Municipal do Porto aprovou na segunda-feira à noite o orçamento da autarquia de 244,2 milhões de euros para 2017, que tem como "eixos prioritários" a coesão social, a cultura e a economia e emprego.

Aprovado por maioria, com 30 votos a favor, seis contra e nove abstenções, o orçamento da câmara cresce 17,9% face a 2016, no montante de 37 milhões de euros. O presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, referiu que este orçamento aposta na qualidade de vida das pessoas e aumenta o investimento.

"Demonstra a exigência de ter uma autarquia gerida com honestidade e com contas à moda do Porto", acrescentou. Estes argumentos não convenceram o Bloco de Esquerda (BE), que votou contra por considerar que o orçamento não enfrenta os problemas dos cidadãos e não lhes dá respostas adequadas.

O deputado bloquista José Castro saudou o facto do executivo municipal ter acolhido algumas propostas do partido, mas frisou que, mesmo assim, o orçamento não reflete uma "viragem". Um dos maiores problemas do Porto é a falta de habitação social, sendo uma "emergência" construir novas casas, considerou.

José Castro lembrou que nos últimos anos foram "destruídas" mais de 1.000 habitações sociais. Por seu lado, o deputado da CDU Honório Novo referiu que "já nada distingue o independente Rui Moreira dos tiques e truques dos partidos que o apoiam". O comunista entendeu que não há "rigor e clareza" nas despesas, acusando o autarca de "fazer disparar" em ano eleitoral o orçamento. "É o eleitoralismo à rédea solta", afirmou.

Honório Novo considerou que o executivo de Rui Moreira passou este mandato a lançar e a apresentar projetos e obras, mas nenhuma foi concretizada. Na sua opinião, o Porto é cada vez mais uma cidade desertificada, mais assimétrica e descrente nas suas possibilidades. "Este seria um bom orçamento para o início de um mandato", julgou o social-democrata Luís Artur.

O orçamento é o retrato da recuperação do investimento que não se fez nos últimos três anos, afirmou, realçando haver "aqui" muita reposição do orçamento de 2016. Em resposta, Rui Moreira assumiu que a CDU não participa na construção de uma solução para a cidade porque não está na sua génese ser capaz de o fazer.

Quanto aos investimentos anunciados e ainda não realizados, o autarca explicou que alguns não andaram ao ritmo que queria por problemas que foram surgindo.

TAGS: câmara do porto, orçamento, assembleia

 

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