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Obras da Feira Popular arrancam "até final do ano"

Fernando Medina

20/04/2016
Ana Medina Cabeças
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O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, afirmou, perante os deputados municipais, que as obras no local onde ficará instalada a nova Feira Popular arrancam "até final do ano".

"Até ao final do ano irão iniciar-se obras nesta importantíssima infraestrutura", afirmou o socialista, especificando que a intervenção inicial será ao nível da "envolvente da Feira Popular e da construção do parque urbano onde se vai inserir". 

O governante falava na Assembleia Municipal de Lisboa, durante o período destinado à comunicação do presidente, que acontece trimestralmente. "Treze anos depois, vamos iniciar obras da nova casa da Feira Popular", sublinhou. O chefe do executivo municipal anunciou também que será construído um "parque estacionamento de 1.500 lugares, com oportunidade de expansão".

Segundo Fernando Medina, o parque, localizado numa "área adjacente à estação de metro da Pontinha", terá um preço "significativamente reduzido", para incentivar os cidadãos a colocar lá os carros e a deslocar-se de transportes públicos. A Feira Popular foi criada em 1943 para financiar férias de crianças carenciadas. Antes de Entrecampos, onde funcionou de 1961 a 2003, a feira esteve em Palhavã.

No início de novembro passado, 12 anos depois do encerramento, o presidente do município, Fernando Medina, anunciou que o futuro parque de diversões da cidade vai abrir em Carnide, integrado num espaço verde de 20 hectares. Durante a sessão de hoje, o autarca anunciou também a "passagem da gestão para a Câmara, por 50 anos, do edifício da Manutenção Militar", após a "conclusão do processo negocial com o Exército e o Tesouro".

Para o presidente, este será "um dos projetos mais marcantes dos próximos anos no desenvolvimento da cidade". O edifício localiza-se na zona de Xabregas, que Medina considerou uma das "zonas importantes" onde devem ser "focadas atenções em matéria de desenvolvimento". 

Referindo que o evento internacional de tecnologia Websummit se realizará perto, no Parque das Nações, o presidente considerou que o edifício será "um grande polo de mobilização", para onde estão previstos "espaços para empresas, residências para artistas e outras valências que ajudem a agregar e a catapultar" a cidade.

Na opinião de Fernando Medina, este espaço pode "representar uma enorme mais-valia para a cidade" pois pode ajudar no aproveitamento "ao máximo dos benefícios da Websummit". No período antes da ordem do dia foram votadas recomendações, tendo sido rejeitado (com os votos contra do PS e do Parque das Nações por Nós e a abstenção dos deputados independentes eleitos nas listas socialistas) um documento apresentado pelo MPT para um projeto-piloto de recolha e reciclagem de pontas de cigarro e pastilhas elásticas.

Os deputados aprovaram por unanimidade uma recomendação do Bloco de Esquerda (BE) relativamente às rampas de acesso nos autocarros da Carris, por estarem muitas vezes avariadas e inoperacionais. À votação esteve ainda uma recomendação do BE que pedia um estudo "rigoroso e aprofundado" sobre o impacto da poluição ambiental junto ao Aeroporto de Lisboa e ainda uma do PAN com melhorias a introduzir em praças da cidade. Ambas foram aprovadas com a abstenção do PSD e do MPT e votos favoráveis das restantes forças políticas.

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