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Foto de cgtp.pt

Greve Geral promete parar o país

23/11/2011
Tiago Figueiredo
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A Greve Geral agendada para esta quinta feira foi marcada depois de o executivo ter anunciado novas medidas de austeridade. A suspensão dos subsídios de férias e de Natal na função pública e o aumento do tempo de trabalho no setor privado motivaram esta paralisação.


Da saúde à educação passando pelos transportes e pela administração pública, as duas centrais sindicais esperam uma forte adesão dos funcionários públicos que são um dos principais grupos atingidos pelas medidas de austeridade previstas para os próximos anos.

O Sindicato Independente dos Médicos  não avança com um número de adesão mas garante "urgências em pleno, consultas externas paradas, blocos cirúrgicos parados". O sindicato afirma que "há razões para uma forte adesão" mas serão assegurados os serviços mínimos nas urgências, nos cuidados oncológicos, na diálise e em outros serviços

Por outro lado, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses espera uma adesão à greve entre os 75% e os 85%. Em número menor que o da última greve geral (que rondou os 90%), a sindicalista Guadalupe Simões afirma que "nesta altura, um dia de salário pode fazer a diferença".

No ensino superior, tal como no ensino básico e secundário, muitos estabelecimentos de ensino vão encerrar portas esta quinta feira mas só no próprio dia é que os alunos saberão se têm, ou não, aulas nesse dia.

Além da saúde, da educação e de outros serviços públicos, também os transportes vão sofrer alterações.

Segundo a CP, Comboios de Portugal, a empresa ferroviária prevê que ocorram fortes perturbações na circulação de comboios durante todo o dia de quinta feira, dia 24 de novembro. No entanto os passageiros vão notar algumas alterações já no final do dia 23 e no início da manhã de sexta feira, dia 25.

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa também vão aderir à greve. A circulação  deverá estar suspensa entre as 23:30 horas de quarta feira e a 01:00 horas de sexta feira. Em comunicado a empresa garante que "o serviço será normalizado a partir das 06:30 horas do dia 25 de novembro".

A Carris garante o funcionamento de 50% do regime normal das carreiras 12, 36, 703, 708, 735, 738, 742, 751, 755, 758, 760, 767 e 790, bem como do transporte exclusivo de deficientes (serviço de passageiros de mobilidade reduzida) durante as 22:00 horas de quarta feira e as 00:00 horas de quinta feira.

A Transtejo e a Soflusa não garantem os serviços mínimos durante todo o dia de greve, ficando o transporte dependente da adesão à paralisação. Por uma questão de segurança, caso não haja condições de efetuar o transporte entre Lisboa e a margem sul do Tejo, a empresa alerta para o facto de encerrar todos os terminais de passageiros.

Por outro lado, a Fertagus (responsável pela ligação ferroviária entre as duas margens), admite ter condições para o normal funcionamento dos percursos.

No Porto, a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) também assegura serviços mínimos correspondentes a 50%, entre as 23:00 horas de quarta feira até às 02:00 horas de quinta feira, do serviço normal das linhas: 200, 205, 300, 301, 305, 400, 402, 500, 501, 508, 600, 602, 603, 701, 702, 801, 901, 902, 903, 907, 4M e 5M.

Na aviação, a responsável pela gestão dos aeroportos de Portugal, a ANA Aeroportos aconselha todos os passageiros que tenham voos para o período entre as 22:00 horas do dia 23 e as 24:00 horas do dia 24 de novembro, a contactarem a sua companhia aérea ou a sua agência de viagem, antes de se dirigirem aos aeroportos, tendo em vista conhecerem o estado do seu voo.


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