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Pais saudam decisão de cheque-livro

09/01/2018
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Os pais congratularam-se esta terça-feira com a decisão do Governo de entregar cheques-livro aos encarregados de educação para comprar manuais escolares, por considerarem que irá facilitar o processo, que este ano teve episódios "muito complicados".

O Governo prometeu que, no próximo ano, a oferta de manuais escolares será feita através de um sistema de 'vouchers' entregues aos pais, segundo uma garantia dada na segunda-feira pelo Ministério da Educação (ME) a um grupo de pequenos livreiros durante uma reunião sobre a gratuitidade dos manuais.
 
A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) saudou hoje a medida, lembrando que este ano houve casos em que "foi um verdadeiro quebra-cabeças", com os alunos a ficarem vários dias sem manuais.

"Foi um processo muito complicado em algumas zonas", recordou o presidente da CNIPE, Rui Martins, dando o exemplo de Viseu, onde os pais tinham de ir buscar os manuais a uma livraria específica que revelou não ter capacidade de resposta imediata. "Fui à livraria e era o número cento e tal para ser atendido. Quando chegou a minha vez não havia todos os manuais e tive de estar quinze dias à espera", lembrou.

Com a atribuição de um voucher, a CNIPE acredita que o ME conseguirá melhorar o sistema, já que cada encarregado de educação poderá escolher a livraria que mais lhe interessa e "será o mercado a funcionar normalmente". Rui Martins sublinha apenas que é preciso garantir que o voucher "não possa ser utilizado para outros fins, tal como acontece com os cheque-dentista, que só podem ser usados no dentista".

Em declarações à Lusa, na segunda-feira, José Augusto Baia, da livraria/papelaria Saturno, de Oliveira do Bairro, saudou a decisão do ME de criar "um sistema de \'vouchers\' para os pais, que podem escolher a livraria que quiserem". Os pequenos livreiros queixavam-se de que a compra de grandes lotes dos manuais escolares oferecidos pelo Estado deixava de fora o comércio local, situação que terá levado ao encerramento de algumas livrarias.

José Augusto Baia disse que ele e outros livreiros começaram a temer pelo negócio quando foi aprovada a gratuitidade dos manuais para o primeiro ano do primeiro ciclo, com os agrupamentos escolares a adjudicarem o fornecimento apenas a uma empresa, deixando todos os outros de fora.

 

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