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Paz na Colômbia em debate na Autónoma

21/07/2016
João de Sousa
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Num momento crucial para o futuro da Colômbia, a Universidade Autónoma de Lisboa organiza um debate sobre o processo de paz naquele país.
O debate está marcado para sexta-feira, dia 22 de julho, às 11h, nas instalações da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL). Trata-se de uma mesa redonda promovida pelo Observare, a unidade da UAL de investigação em Relações Internacionais, com o título "O processo de paz na Colômbia". 

O evento conta com a presença de Miguel Barreto Henriques, da Universidad de Bogotá Jorge Tadeo Lozano, Ricardo Alexandre, editor de Política Internacional da RTP, e Nancy Gomes, investigadora do Observare e professora da UAL. A moderação será feita por Filipe Romão, também professor da Autónoma e Investigador do Observare.

O investigador universitário Miguel Barreto Henriques é um especialista nesta matéria, tendo pelo menos 10 artigos científicos publicados sobre a paz na Colômbia.

Um  momento crucial
Esta mesa redonda ocorre num momento em que se abre uma nova era na Colômbia. Após mais de 50 anos de conflito, o Governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) assinaram, no final junho, um cessar-fogo bilateral. É uma espécie de precursor de um acordo de paz com a guerrilha mais antiga da América Latina, o que acontecerá, segundo o previsto, dentro de três meses. A partir daí, será implementada a trégua, a concentração dos guerrilheiros e a entrega das armas, que serão derretidas pela ONU para criar três monumentos.


Ban Ki-moon, Santos, Raúl Castro e Timochenko, antes da cerimónia de assinatura da trégua, em Havana. 
Foto de Alejandro Ernesto/EFE.

As FARC comprometeram-se a entregar todo o seu arsenal a um comité de verificação internacional dirigido pela ONU, num prazo de 180 dias após a assinatura do acordo de paz. O resultado final, após concluída a entrega e a verificação por parte da ONU, será construção de três monumentos: um na sede da ONU, outro em Cuba, local das negociações, e um terceiro na Colômbia, onde o Governo e as FARC decidirem.

As dúvidas
Apesar do apoio internacional ao processo de paz, este não é consensual no país, oprincipal partido de oposição, o Centro Democrático, do ex-presidente Álvaro Uribe, continua firme  nas críticas aos acordos e rejeita o processo de paz. Por outro lado, a Colômbia ainda tem de travar outras batalhas, como a negociação de um pacto com o Exército de Libertação Nacional (ELN) e o combate às organizações criminosas ou neoparamilitares. 

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