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Foto publicada pelo irmão, Manuel Graça Dias, na sua página de Facebook

Morreu Dóris Graça Dias

13/08/2014
UALMedia
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Professora, escritora, crítica literária, Dóris Graça Dias faleceu aos 51 anos. Mais conhecida do público como crítica literária e escritora, para os alunos da Autónoma fica sobretudo a memória da professora.
Tornou-se conhecida ao primeiro livro,  "As casas", com que venceu o Prémio Inasset Inapa de Revelação em 1989 e o Prémio Máxima de Revelação em 1991. Depois publicou "Biblos – os livros".

Nascida em 1963, em Moçambique, Dóris Graça Dias licenciou-se em Estudos Portugueses pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, dedicou-se ao jornalismo, à tradução, à revisão e à crítica literária, foi professora na Universidade Autónoma de Lisboa.

Faleceu no domingo, informou a Agência Lusa na terça-feira. Hoje, são vários os votos de pesar de alunos e colegas nas redes sociais.

As casas

"Ela sabe que, nas casas, haverá sempre locais próprios para os nossos vários momentos; escolheremos cada compartimento e dar-lhe-emos uma qualquer significação. Diremos: aqui é onde costumo chorar; nesta sala é onde me rio dos outros lugares do mundo; ainda nesta é onde entro quando me apetece fugir-te; vou para o corredor quando me apetecer cantar; e, nesta aqui, definida antes mesmo de a conhecer, é onde vou sempre que tenho fome…"

As casas - Citação escolhida por Paulo Morais, escritor, jornalista e ex-aluno da UAL, na sua página de Facebook.


"Apaixonamo-nos pelas pessoas, quando as escutamos. Amamo-las. E só deixamos de as desejar quando deixamos de as ouvir. Com as casas passa-se o mesmo. Depois fica a"Apaixonamo-nos pelas pessoas, quando as escutamos. Amamo-las. E só deixamos de as desejar quando deixamos de as ouvir. Com as casas passa-se o mesmo. Depois fica apenas uma ténue lembrança. Grata. Porque cheia de memórias.
Permitam-me que insista. As casas são como as pessoas. Porque também haveremos de amá-las mais quando elas deixarem de nos ser. Quando as perdermos. E, então, das duas uma: ou haveremos de desejá-las em ruínas, ou haveremos de desejar a nossa morte. Ou as duas. Depois, não teremos coragem nem para uma coisa nem para outra. Guardaremos essa mágoa. Sobreviveremos."

As casas - Citação escolhida por Luísa Lobão Moniz, professora e escritora, na sua página de Facebook.




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